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  • Ansiedade: quando o alerta não desliga

    Sobre o que é este post: A ansiedade sufoca, rouba o sono e desgasta a alma, mas você não precisa viver assim. A ansiedade é um sentimento natural e comum em todas as pessoas. Ela surge como uma resposta do corpo a situações de estresse, pressão ou medo, sendo, muitas vezes, um mecanismo de proteção. No entanto, quando a ansiedade se torna excessiva e começa a afetar a qualidade de vida, é sinal de que algo precisa ser repensado. A linha entre a ansiedade normal e o sofrimento contínuo pode ser tênue, e é fundamental saber identificar os momentos em que o alerta deve ser acionado, buscando a ajuda necessária para restabelecer o equilíbrio e a saúde mental. A ansiedade em excesso se caracteriza por uma preocupação constante e um desconforto diário. Alguns dos sinais de que a ansiedade está se tornando um problema sério incluem a dificuldade de controlar as preocupações, o que pode resultar em uma sensação de sufocamento, como se fosse uma panela de pressão prestes a explodir. Esse estado constante de tensão pode também se manifestar como cansaço excessivo, onde a energia parece faltar, além da irritação frequente que torna as interações sociais e profissionais mais difíceis. A tensão no corpo, que impede o relaxamento, e a alteração no padrão de sono, com insônia ou sono interrompido, são outros indicadores importantes de que a ansiedade ultrapassou os limites saudáveis. Esses sintomas, quando persistem por um período mínimo de seis meses e afetam a rotina diária, indicam que é hora de buscar o apoio de profissionais qualificados. A ajuda de um médico psiquiatra ou psicólogo pode ser essencial para diagnosticar o problema corretamente e fornecer as ferramentas adequadas para o tratamento. A ansiedade, quando bem tratada, não precisa ser um fardo constante, e com o auxílio certo, é possível viver uma vida mais tranquila e equilibrada. Viver com ansiedade não precisa ser uma realidade interminável. Identificar os sinais do sofrimento e buscar ajuda especializada são passos fundamentais para recuperar a qualidade de vida e o bem-estar emocional. Não espere até que os sintomas se tornem insuportáveis; se você está percebendo que a ansiedade está dominando sua vida, é o momento de acionar o alerta e procurar os profissionais adequados. Quanto mais você adiar a busca por ajuda, mais difícil será retomar o controle da sua vida. Invista em sua saúde mental, porque você merece viver de forma mais leve e consciente, longe da apreensão constante. Contribuição de Jéssyca Martins  para este espaço.

  • A Gestalt-terapia na prática clínica.

    Sobre o que é este post: Como a psicologia humanista, na abordagem da Gestalt-terapia, funciona na prática clínica. Gestalt-terapia, talvez você nunca tenha ouvido falar nesse nome, o que torna ainda mais relevante discutirmos esse tema. Mas afinal, o que é Gestalt-terapia? Trata-se de uma abordagem humanista dentro da Psicologia, voltada ao atendimento clínico de clientes/pacientes. Ao longo da formação em Psicologia, o profissional é apresentado a diversas abordagens, e sua escolha depende de sua visão de ser humano e de mundo. A Gestalt-terapia é uma dessas abordagens, que se distingue por suas influências filosóficas e pela percepção do indivíduo em sua totalidade. A Gestalt-terapia surgiu no contexto do pós-guerra, sendo fortemente influenciada por correntes filosóficas como o existencialismo e a fenomenologia. Sua proposta é olhar o ser humano de forma integrada, considerando todos os aspectos de sua experiência – emoções, pensamentos, corpo e ações – como uma unidade inseparável. Diferente de abordagens que focam em aspectos isolados, a Gestalt vê o indivíduo como um todo, onde o presente é mais importante do que o passado, e o que está acontecendo no "aqui e agora" é o ponto central do trabalho terapêutico. Um dos conceitos principais dessa abordagem é o de autorregulação, ou seja, a capacidade que cada pessoa tem de buscar o equilíbrio em meio às suas necessidades e ao ambiente em que vive. Para a Gestalt-terapia, os problemas emocionais surgem quando esse processo de autorregulação é interrompido ou bloqueado. A terapia busca, então, ajudar o cliente a tomar consciência de suas emoções e comportamentos, e a perceber como ele interage com o mundo ao seu redor. Através dessa tomada de consciência, a pessoa pode se reorganizar e encontrar formas mais saudáveis de lidar com suas questões. A Gestalt-terapia oferece uma visão rica e abrangente do ser humano, baseada na compreensão de sua totalidade e na ênfase do momento presente. Por meio dessa abordagem, o cliente é convidado a assumir uma postura ativa em seu processo de crescimento e mudança, ampliando a percepção de si mesmo e de suas relações com o ambiente. Trata-se de uma prática que valoriza a autenticidade e a liberdade, promovendo o desenvolvimento pessoal e o bem-estar emocional de maneira integrada. Conhecer e considerar a Gestalt-terapia pode abrir novas possibilidades no cuidado com a saúde mental. Contribuição de Jéssyca Martins  para este espaço.

  • O trabalho clínico com a Abordagem Humanista na Psicologia

    Sobre o que é este post: Como a psicologia numa abordagem humanista pode trazer resultados na clínica. O trabalho clínico na Psicologia é uma prática complexa que exige uma base teórica sólida para guiar as intervenções e a condução do processo terapêutico. Dentre as diversas abordagens que o psicólogo pode adotar, destacam-se: A psicanálise; A teoria cognitivo-comportamental; As abordagens humanistas. A escolha de uma dessas correntes teóricas pelo profissional geralmente está alinhada à sua visão de ser humano e de mundo. Para que o processo psicoterapêutico se desenvolva de forma eficaz, além da escolha da abordagem, é fundamental que se estabeleça um vínculo de confiança entre o terapeuta e o cliente. A abordagem humanista se destaca por colocar o ser humano no centro de sua prática, considerando-o em sua totalidade. Diferente de outras abordagens que podem focar mais nos sintomas ou nos processos mentais disfuncionais, o enfoque humanista valoriza as potencialidades do indivíduo, suas capacidades e recursos internos. Nessa perspectiva, o terapeuta busca promover um ambiente de aceitação incondicional, autenticidade e empatia, elementos essenciais para que o cliente se sinta à vontade para explorar suas emoções, pensamentos e comportamentos. O foco está em estimular o autoconhecimento, a autoavaliação e a responsabilidade pessoal, incentivando o cliente a ser o protagonista de sua própria vida. A visão humanista, portanto, não se limita ao diagnóstico ou à cura de uma doença, mas propõe uma compreensão mais ampla da experiência humana, que inclui os aspectos emocionais, relacionais e existenciais. O trabalho clínico em Psicologia é, antes de tudo, uma construção conjunta entre o terapeuta e o cliente, mediada pela abordagem teórica escolhida. No caso da abordagem humanista, o valor está em reconhecer e promover o potencial do ser humano, oferecendo um espaço seguro para que ele possa explorar suas capacidades e assumir a responsabilidade por suas escolhas. Assim, o processo psicoterapêutico não apenas auxilia na superação de dificuldades emocionais, mas também na construção de uma vida mais autêntica e plena, alinhada aos valores e à essência de cada indivíduo. Contribuição de Jéssyca Martins  para este espaço.

  • Autoestima no Processo da Psicoterapia

    Sobre o que é este post: Sobre a importância da autoestima na construção de uma vida saudável e equilibrada, destacando que ela vai além da aparência física. Ao longo de uma década de trabalho facilitando processos de vida, cheguei à conclusão de que a autoimagem é um fator essencial na construção de uma existência saudável e equilibrada. A forma como nos percebemos, entretanto, costuma ser erroneamente reduzida à nossa aparência física, como se autoestima fosse apenas uma questão de imagem. No entanto, esse conceito é muito mais amplo e envolve diversas camadas da nossa identidade, conectadas à forma como nos vemos e nos relacionamos com o mundo. Aspectos como autoconceito, autoconhecimento, autoeficácia e autoconfiança desempenham papeis fundamentais na formação de uma autoestima sólida e verdadeira. Em pesquisa rápida é possível obter o significado da autoestima como o "apreço ou valorização que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios atos e pensamentos", enquanto o autoconceito é "parte da identidade do sujeito em que estão guardados os conceitos, julgamentos e ideias sobre si próprio." Isso demonstra que a autoestima é mais do que a aparência física; ela abrange o modo como interpretamos quem somos em um nível mais profundo. Um ponto crucial nesse processo é entender os perigos da comparação. Muitas vezes, nos comparamos com padrões externos e inalcançáveis, o que resulta em frustração e insatisfação. A psicoterapia pode ajudar nesse sentido, questionando essas comparações e promovendo reflexões como: "Será que realmente preciso me encaixar em modelos que não fazem sentido para mim?" Essas reflexões ajudam a desconstruir padrões impostos pela sociedade e a valorizar a autenticidade pessoal, fortalecendo assim uma autoestima mais realista e saudável. É importante lembrar que a forma como nos percebemos pode influenciar diretamente nossas escolhas. Uma autoimagem distorcida pode nos levar a nos submeter a situações ou relacionamentos tóxicos, onde a percepção de nosso valor fica comprometida. Se não trabalharmos para desenvolver uma autoestima baseada em autoconhecimento e respeito próprio, corremos o risco de nos afastar do que realmente merecemos e do que é benéfico para nós. Em resumo, a autoestima é um conceito complexo que vai muito além da aparência física. Ela envolve múltiplas facetas de nossa identidade, incluindo o autoconceito, o autoconhecimento, a autoeficácia e a autoconfiança. Quando desviamos nosso foco do que realmente importa, corremos o risco de nos moldar a padrões externos que não refletem nosso verdadeiro valor, o que pode nos levar a escolhas prejudiciais. Por isso, é essencial cultivar uma autoestima sólida, baseada no respeito próprio e no conhecimento de quem realmente somos, para que nossas decisões e relacionamentos sejam um reflexo autêntico do nosso valor interior. Busque ajuda, se precisar. Cuide-se. Contribuição de Jéssyca Martins  para este espaço.

  • Dialogando sobre o processo do luto

    Sobre o que é este post: Luto, Perdas, Cuidado e Superação. O luto é um dos processos mais difíceis que o ser humano pode vivenciar. Ele não se limita apenas à perda de uma pessoa querida, mas pode surgir em diferentes situações, como a perda de um emprego, de um relacionamento ou até de uma oportunidade. O que torna o luto particularmente complexo é o fato de envolver respostas físicas, emocionais, psicológicas e sociais. Cada pessoa lida com o luto de maneira singular, influenciada pela sua personalidade, crenças culturais e a profundidade do vínculo que foi quebrado. Este processo é inevitável, mas fundamental para que possamos continuar a nossa jornada, mesmo diante da dor. Existem vários tipos de luto, cada um com características específicas: O luto antecipatório, por exemplo, ocorre quando já se espera a perda, como no caso de uma doença terminal; O luto parental e o infantojuvenil estão associados à dor dos pais pela perda de um filho e das crianças ao perderem alguém importante, respetivamente; O luto fetal ou gestacional, referente à perda de um bebê durante a gravidez; O luto por morte inesperada, que acontece em situações de falecimentos repentinos, difíceis de assimilar. Independentemente do tipo de luto, o sentimento de perda pode trazer uma sensação de desorientação profunda. Muitas pessoas sentem-se perdidas durante esse processo, sem saber como lidar com a dor que as consome. A verdade é que, embora seja natural querer fugir dessa angústia, encarar essa dor é essencial para evitar que ela se transforme em problemas emocionais mais graves, como depressão ou ansiedade. Durante o luto, é comum passar por uma verdadeira montanha-russa de emoções, incluindo isolamento, tristeza profunda, desespero e até mesmo explosões de raiva. No entanto, é fundamental permitir-se sentir todas essas emoções, sem se julgar. Há vários caminhos que podem facilitar esse processo doloroso, como a realização de rituais de despedida, a busca por psicoterapia, que ajuda a expressar os sentimentos de forma mais saudável, a participação em grupos de apoio e a valorização da espiritualidade ou religiosidade, que podem trazer conforto e significado diante da perda. O luto é um processo inevitável e doloroso, mas também uma parte importante da experiência humana. Cada pessoa terá uma forma própria de vivê-lo, de acordo com suas vivências e relações. Encarar essa dor de frente, apesar da sua intensidade, permite não apenas amenizar o sofrimento, mas também encontrar formas de seguir em frente. Seja por meio de apoio psicológico, da espiritualidade ou de rituais de despedida, é essencial buscar caminhos para atravessar o luto, sabendo que, por mais difícil que seja, ele pode ser superado com acolhimento e ajuda. Busque ajuda, se precisar. Cuide-se. Contribuição de Jéssyca Martins  para este espaço.

  • Avaliação Neuropsicológica

    Sobre o que é este post: O que é o processo de avaliação e para quem ele é indicado? A avaliação neuropsicológica é um processo essencial para investigar como o funcionamento cerebral está relacionado ao comportamento, emoções e capacidades cognitivas. Este processo acontece em espaço clínico, presencialmente, permitindo que, no contato entre o profissional especialista e o cliente (ou paciente), o comportamento e as funções executivas sejam observadas. A observação é minuciosa e o estudo não se conclui com poucas sessões. Pois é necessário que se leve em consideração o histórico de saúde da pessoa avaliada, o contexto em que vive, o objetivo da avaliação e as mudanças que podem acontecer ao longo do processo. Tudo isso faz com que o processo seja seguro e as respostas que se buscam sejam coerentes e não fruto de "achismos". A avaliação neuropsicológica é um processo sério e requer amplo conhecimento do profissional psicólogo. O que é avaliado? Por meio de testes, entrevistas e observações, são investigadas funções como: ✔ Memória ✔ Atenção e concentração ✔ Raciocínio lógico ✔ Funções executivas (de planejamento e tomada de decisões) ✔ Linguagem ✔ Habilidades visuais e motoras Como se percebe, o processo é importante para se obter diversas informações, dentre elas: identificar pontos fortes e possíveis dificuldades cognitivas, proporcionando um diagnóstico claro e estratégias para melhorar a qualidade de vida e desempenho no dia a dia do avaliado. No entanto, apesar de ser um processo interessante e que muitas pessoas buscam, ele é indicado para casos específicos. Vejamos: Pessoas que suspeitam de transtornos neuropsiquiátricos (TDAH, autismo e outros). Pessoas que sofrem com a dificuldade de memória e atenção. Pessoas que apresentam alterações cognitivas devido a traumas ou condições médicas (AVC ou TCE). Pessoas com queixas relacionadas ao desempenho no trabalho ou nos estudos. A avaliação neuropsicológica pode fazer a diferença não apenas na obtenção de respostas científicas para hipóteses de diagnósticos, mas auxiliar no tratamento após o recebimento desses diagnósticos. Isso porque o profissional psicólogo munido de informações corretas sobre a saúde do seu paciente poderá oferecer o melhor acolhimento e cuidado. Daí a importância de buscar profissionais sérios e capacitados. Afinal, a saúde mental é um bem precioso! Busque ajuda, se precisar. Cuide-se. Contribuição de Lorena Pessoa  para este espaço.

  • Psicoterapia: quem precisa?

    Sobre o que é este post: A psicoterapia é para todos, mas não são todas as pessoas que precisam fazer isso agora. Entenda quando buscar. Não são todas as pessoas que "precisam" de terapia, mas até quem não precisa pode querer iniciar, e gostar do processo.   É menos comum alguém que já lida muito bem com as demandas do cotidiano e com as suas questões pessoais buscar um psicólogo para iniciar um processo. No entanto, isso não é uma barreira como se não fosse possível usufruir desse espaço.   Por se tratar de um processo que promove autoconhecimento, sempre é possível um ganho em termos de evolução. E isso acontece através do contato (escuta e acolhimento) que constrói um ambiente favorável ao aprofundamento dos diálogos e das questões mais internas.   Aquelas pessoas que "não precisam" de terapia não são perfeitas ou sem qualquer sofrimento. São pessoas que sofrem menos prejuízos em termos de saúde mental diante das vicissitudes.   Essas pessoas lidam com a dinâmica da vida, são afetadas por problemas, resolvem dilemas em seus relacionamentos e estão sujeitas às questões que circulam na sociedade.   Então, não é como se todo mundo tivesse que fazer terapia, mas todo mundo pode sim se beneficiar do espaço terapêutico.   Ninguém é perfeito apenas porque nunca iniciou um processo terapêutico ou por acreditar que “não precisa". E não existe uma regra que exclua quem queira fazer terapia, mesmo quando a sua motivação não é a mais comum.   O que você deve saber: Qualquer pessoa pode se beneficiar da terapia. Não são todas as pessoas que precisam, em termos de diagnóstico. Contribuição de Jonatas Oliveira  para este espaço.

  • Nem só de amor se vive.

    Sobre o que é este post: Viver o amor e as suas responsabilidades. Outros elementos são importantes na construção de qualquer relacionamento. É preciso abrir-se à invenção de um contrato maleável, capaz de acolher as demandas que vão surgindo a cada nova experiência dentro da relação - e são muitas.   A novidade (da vida a dois) não está excepcionalmente no par, mas em cada um que, individualmente, vai se dando conta do que é essa nova vida em parceria.   Não há só amor. Há tristeza, há raiva, há orgulho, há decepção, há medo, há alegria, etc. Não dá para anular tudo o que nós somos só para tentar realizar a idealização de uma relação perfeita. Na verdade, este é um sacrifício penoso demais e insustentável. Quando "acontece" torna-se adoecedor e tedioso.   Muitas vezes não é o amor romântico, nem o sexo, nem a paixão que permitem uma convivência saudável, mas a autonomia dos indivíduos. A graça não é estar eternamente apaixonado, mas ser consciente do que sente, de quem é e de que o amor acaba sendo um belo protagonista, mas nunca estará em cena sozinho.   Quando estamos conscientes e implicados nesse projeto que é a relação, o cenário muda de "conto de fadas" para vida real. E se os envolvidos não ignoram a realidade a coisa toda tende a dar certo, ou seja, evoluímos para a felicidade de todos sem que alguém precise "morrer" de amor (se sacrificando) para isso.   E vocês, como estão vivendo a relação? Contribuição de Jonatas Oliveira  para este espaço.

  • TDAH

    Sobre o que é este post: Informações sobre TDAH. O que é TDAH? É um transtorno neurobiológico. E suas principais características são: desatenção, impulsividade e agitação. Essas características podem afetar a forma como a pessoa se relaciona com outras pessoas, como lida com as próprias emoções e como se desenvolve academicamente e profissionalmente. As características aparecem logo na infância e é comum que acompanhem o indivíduo por toda a vida. É válido dizer que não se cura o TDAH, mas se trata .   Como é o tratamento? O tratamento envolve a participação de alguns profissionais a depender do momento do diagnóstico e do contexto de vida da pessoa: psicólogos, psiquiatras, neurologistas, neuropediatras, etc. As intervenções costumam focar no comportamento e no desenvolvimento de recursos para lidar com aquilo que se percebe como “disfuncional” ou que causa prejuízos e sofrimentos constantes.   Receber esse diagnóstico é importante para a redução dos impactos da doença na vida da pessoa, mas não deve ser usado como justificativas para este ou aquele modo de agir. A função do diagnóstico é promover o tratamento.   Importante: Se há um contexto ou outra explicação para tal pessoa agir de tal modo, pode não ser TDAH e é por isso que se deve buscar informação correta. A avaliação psicológica não acontece rapidamente, requer um estudo minucioso e uma investigação para confirmar ou descartar a hipótese. Se você tem dúvidas, poderá falar sobre isso com o seu psicólogo.   Não conseguir parar, ter dificuldade para focar, ser visto como “estabanado” pode ser TDAH e pode ser qualquer outra coisa. É importante não rotular comportamentos como “anormais” apenas por serem diferentes do esperado. É necessário buscar atendimento adequado se essa dúvida existe em você.   Cuide-se! Contribuição de Jonatas Oliveira  para este espaço.

  • Estou triste. Preciso de ajuda?

    Sobre o que é este post: Vamos falar sobre tristeza e depressão. O que é a tristeza? A tristeza é uma emoção que já vem no “pacote de fábrica” juntamente com as demais: medo, alegria, raiva, surpresa e nojo. Nós sentimos essas emoções em algum momento do dia, quase todos os dias.   Algumas vezes a tristeza pode se prolongar, durando mais dias. E isso acontece diante das perdas significativas, por causa de uma descoberta indesejada, ao receber notícias desagradáveis, ao lidar com frustrações, ao presenciar algo que nos gere essa emoção e que não seja tão fácil esquecer. Afinal, a tristeza é uma reação, é natural, e é importante.   Se você consegue lembrar o motivo da sua tristeza e consegue lidar com essa emoção, mesmo que ela lhe pareça muito ruim, pode ser explicada como “uma reação importante, necessária e esperada para a situação”. E isso é diferente de um quadro que requer tratamento psicológico ou psiquiátrico.   E quando a tristeza é na verdade uma depressão? Primeiramente, você deve buscar orientação profissional e nunca autodiagnosticar ou automedicar. Existe um tratamento específico para cada episódio depressivo e que considera as características da patologia e como ela se apresenta em cada pessoa.   A depressão não é uma tristeza que dura mais tempo. A tristeza é só mais uma característica no conjunto de sintomas da depressão juntamente com: alterações no apetite, no peso, no sono, na força e na mobilidade. Incluindo: baixa energia, culpa, desvalor, dificuldades no pensamento, na concentração e nas decisões. Em alguns casos, pode ocorrer pensamentos e até planos sobre mort3. E por isso é importante não deixa passar se o que você sente é muito mais do que uma tristeza que se explica por uma experiência ruim.   Mesmo quando é leve, a depressão exige da pessoa mais esforço para as atividades do cotidiano do que quando se está apenas triste.   A depressão também se manifesta de formas diferentes em crianças, adolescentes, adultos e idosos. Por isso, é tão importante a realização de um diagnóstico.   A tristeza pode ser duradoura, mas não te levará a atitudes extremas e a distorção da realidade. Já a depressão modifica demasiadamente a sua rotina, os seus pensamentos e as suas ações. Para a tristeza, um pouco de cuidado, tempo e acolhimento podem ser suficientes. O que não se aplica tão simplesmente nos casos de depressão.   Se o que você sente é mais do que tristeza ou se você tem dúvida sobre o que está acontecendo com você, busque ajuda profissional. Contribuição de Jonatas Oliveira  para este espaço.

  • Relações Tóxicas e Responsabilidade Afetiva

    Sobre o que é este post: Conduta responsável nas relações Há relações que se tornam tóxicas pela falta de responsabilidade ou de compromisso dos envolvidos. Para quem está de fora dessas relações é fácil identificar sinais de abuso, negligência, opressão e outros. Mas não é tão fácil para quem está envolvido. Isso porque “o amor” ou o desejo de que tudo dê certo pode levar a pessoa a acreditar que o relacionamento vai melhorar.   De qualquer forma, nunca é demais observar o comportamento e os discursos desse alguém com quem se quer construir uma experiência amorosa.   Dê atenção aos comportamentos e/ou falas destacadas a seguir: Já afirmou algumas vezes que não gosta ou não se sente preparada/o para compromissos; Não consegue ou não sabe elogiar, mas faz críticas com muita facilidade e frequência; Costuma comparar a relação atual com relações passadas, indicando que já foi mais feliz com outras pessoas; Continua paquerando ou flertando com outras pessoas porque não acredita na longevidade da relação atual; Desaparece de vez em quando e volta querendo retomar como se nada tivesse acontecido; Há declarações do tipo: “a gente nunca vai dar certo”; Há desejo e atração física, mas é perceptível que não há nada mais em comum; Não há envolvimento com amizades ou familiares, a relação tende a isolar o casal; Não há cuidado e atenção. A relação é distante e se preza muito mais pela individualidade.   Se você identificou a presença da maioria desses comportamentos no seu relacionamento é importante tomar decisões para que vocês alinhem o que querem juntos, pois com o passar do tempo se torna insustentável a convivência e a experiência “amorosa” acaba deixando uma marca muito ruim e delicada de tratar. A frustração, a sensação de perda de tempo e a baixa autoestima infelizmente se instalam muito facilmente em quem acreditou que poderia ser feliz e se dá conta de que, na verdade, só se machucou.   Levine e Heller, estudiosos das relações humanas e das interações em casal, relatam que existem “tipos” que não conseguem se conectar e permanecer em um casamento ou relacionamento mais sério que requer compromisso. Isso acontece porque ao longo do seu desenvolvimento, essa pessoa pode ter aprendido a “fugir” de qualquer possibilidade de ser responsável por outra pessoa e acaba se distanciando da parceria sempre que percebe as coisas indo muito bem.   Nem sempre há uma intenção de magoar, mas a ferida é inevitável porque há alguém esperando receber amor e há alguém que não consegue ofertar esse amor.   Se você se identifica como esse alguém que não consegue se dedicar a um compromisso sério e duradouro, mas gostaria, é provável que não se sinta bem nos relacionamentos e já tenha percebido que o histórico é de muita mágoa pelo caminho... Você pode buscar ajuda para se entender melhor e ser uma parceria melhor para quem você ama.   Se você se identifica como a pessoa que sofre por se dedicar demais e nunca receber cuidado, compromisso e atenção, você pode trabalhar as suas vulnerabilidades, fortalecer o seu amor próprio e aprender a ingressar nos relacionamentos sem se tornar tão dependente deles.   Finalmente, existem inúmeras combinações para o amor. É por isso que não deveríamos permanecer em uma relação que obviamente não nos faz bem. Não é bom para ninguém permanecer em relações destrutivas por acreditar que não terá outra chance para amar ou receber amor.   É preciso amar primeiro quem você é para depois oferecer amor ao outro. Assim, você saberá quando se doar mais valerá a pena. Assim você se dará conta de que é preciso ter responsabilidade afetiva com os outros (e com você). Contribuição de Jonatas Oliveira  para este espaço.

  • Paternagem

    Sobre o que é este post: Cuidado e amorosidade nos vínculos familiares É preciso “paternar”? Partindo do entendimento de que a paternagem é assumir as responsabilidades por um filho e se tornar alguém especial e essencial para o seu desenvolvimento, a resposta é: sim!   Nem sempre a notícia de um filho é esperada e mesmo desejada, mas é um fato transformador. E quando se fala de paternagem, os holofotes se voltam para aqueles que, diante de tal notícia, “se transformam” em verdadeiros cuidadores. Aquele que busca aperfeiçoar o cuidado, aprender com outros bons pais, que se importa com o fortalecimento do laço afetivo, que age, que apoia, que entende a relevância da sua figura na vida de alguém ainda tão dependente.   Não é difícil saber que você está no caminho certo, se você é um pai que está construindo uma família na qual os seus filhos são felizes, aprendem valores e se sentem amados, são ouvidos, acolhidos e cuidados por você. E se essa é a visão da sua família sobre você, é um bom sinal!   Quando há um pai presente e cuidador, ele se torna um modelo de comportamento saudável e tem um papel ativo e reconhecido no lar, não limitando a sua capacidade de cuidar.   Aliás, nos lares em que os homens são mais ativos nas atividades domésticas e há divisão de tarefas (independentemente das atividades profissionais) os conflitos ocorrem com menor frequência. Isso também cria um ambiente mais saudável onde todos cooperam, todos "funcionam bem" e as crianças acompanham esse desenvolvimento apresentando menos dificuldades (preguiça, agressividade, insegurança, birras etc.).   Ou seja, os valores e responsabilidades não se restringem a uma questão de gênero e com isso não se espera apenas um "instinto materno", mas o exercício da amorosidade e nutrição psicológica de todos (pais, mães e demais cuidadores).   Não há uma fórmula para se criar um lar perfeito. No entanto, nas famílias em que há comunicação, abertura, cordialidade, amor, reconhecimento, estímulo e apoio é pouco provável que haja insatisfação.   E, assim como as outras figuras de cuidado, o pai não deixará de exercer a sua autoridade quando houver necessidade de conversas mais sérias com as crianças maiores e adolescentes que já estão em fase de aprender sobre limites e responsabilidades pessoais. O bom exercício da parentalidade é ganho para toda a família.   Finalizo com esta importante declaração de Jessica Valenti: "Quando somos crianças, nossos pais são o centro do mundo e, consequentemente, imitamos seu amor (ou negligência)" Que você seja imitado no amor/cuidado que tem ofertado! Contribuição de Jonatas Oliveira  para este espaço.

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