- Lorena Pessoa
- há 3 dias
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Crenças centrais: as lentes invisíveis que moldam sua forma de ver a vida.
Muitas pessoas acreditam que seus pensamentos refletem fielmente a realidade. No entanto, na TCC, compreendemos que grande parte do que pensamos passa por lentes cognitivas, chamadas de crenças centrais.
As crenças centrais são ideias profundas, globais e rígidas que desenvolvemos sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o mundo. Elas costumam se formar a partir de experiências precoces, relacionamentos significativos e eventos emocionalmente marcantes, especialmente quando repetidos ao longo do tempo.
Alguns exemplos comuns de crenças centrais são:
“Eu não sou bom o suficiente”
“As pessoas sempre me decepcionam”
“O mundo é perigoso”
“Se eu errar, serei rejeitado”
Essas crenças funcionam como filtros invisíveis. Elas não determinam exatamente o que acontece, mas influenciam profundamente como interpretamos cada situação. A partir delas, surgem os pensamentos automáticos — rápidos, involuntários e muitas vezes carregados de distorções cognitivas.
Quando uma crença central é rígida e negativa, a pessoa tende a:
Selecionar apenas informações que confirmem essa crença,
Desconsiderar evidências contrárias,
Reagir emocionalmente de forma intensa,
Repetir padrões de comportamento que mantêm o sofrimento.
É importante destacar que crenças não são fatos, embora muitas vezes sejam vivenciadas como verdades absolutas. Elas são construções psicológicas, aprendidas e reforçadas ao longo da vida. Justamente por isso, podem ser questionadas, flexibilizadas e ressignificadas.
Na terapia cognitivo-comportamental, o trabalho com crenças centrais é feito de forma cuidadosa e gradual. O objetivo não é eliminar crenças, mas ampliar o repertório cognitivo, desenvolver interpretações mais equilibradas e permitir que a pessoa enxergue a realidade com mais nuances.
Quando começamos a questionar essas lentes, algo importante acontece:
A visão de si se torna menos rígida,
A visão dos outros mais complexa,
E o mundo deixa de ser percebido apenas como ameaçador ou injusto.
Esse processo tem impacto direto na redução de sintomas emocionais e no aumento de autonomia, autocompaixão e flexibilidade psicológica - aspectos fundamentais para uma saúde mental mais sólida e sustentável.
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