Toda emoção tem uma função.
- Lorena Pessoa

- há 2 dias
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Toda emoção tem uma função.
Mas por que é tão difícil lidar com algumas delas?
A gente cresce aprendendo, mesmo que indiretamente, que existem emoções “boas” e emoções “ruins”. Felicidade e calma são bem-vindas. Já ansiedade, raiva ou tristeza parecem algo que deveria ser evitado, controlado ou até eliminado.
Mas, do ponto de vista psicológico, isso não se sustenta.
Todas as emoções são adaptativas — ou seja, elas existem porque têm uma função importante para a nossa sobrevivência e para a forma como nos relacionamos com o mundo.
A ansiedade, por exemplo, não está ali por acaso. Ela prepara o corpo para lidar com possíveis ameaças, aumenta o estado de alerta e nos ajuda a antecipar riscos.
A raiva costuma surgir quando percebemos que um limite foi ultrapassado ou quando algo é injusto — ela mobiliza energia para nos posicionarmos.
A tristeza aparece diante de perdas e frustrações, ajudando no processo de elaboração e também sinalizando para o outro que precisamos de apoio.
Até a culpa tem uma função: ela nos orienta socialmente, mostrando quando nossos comportamentos não estão alinhados com nossos valores.
Ou seja, o problema não está em sentir.

O sofrimento, na maioria das vezes, está na forma como aprendemos a lidar com o que sentimos.
Muitas pessoas tentam evitar emoções desconfortáveis, se distraindo o tempo todo, reprimindo o que sentem ou até se criticando por estarem daquele jeito. Só que, embora isso possa aliviar momentaneamente, não resolve de fato.
Emoções não processadas não desaparecem — elas tendem a voltar, muitas vezes com mais intensidade.
Esse padrão é bem conhecido na psicologia como evitação emocional, e sabemos que ele está associado à manutenção de diversos quadros de sofrimento psicológico.
Por isso, na terapia, a proposta não é eliminar emoções difíceis, mas aprender a se relacionar melhor com elas.
Em vez de lutar contra o que você sente, o caminho é começar a observar:
“O que estou sentindo agora?”
“Faz sentido eu me sentir assim diante do que aconteceu?”
“O que essa emoção está tentando me mostrar?”

Emoções difíceis não são inimigas. Elas são sinais.
Você não precisa gostar de todas elas. Mas quando aprende a escutá-las, algo muda — e o sofrimento deixa de ser um ciclo automático e passa a ser uma experiência que pode ser compreendida e transformada.
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