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  • Foto do escritor: Jonatas Oliveira
    Jonatas Oliveira
  • 25 de jan.
  • 2 min de leitura

Você pensa que não é bom o suficiente?

Enviado por:

Não sou bom o suficiente.


Pensamentos como esse refletem o pensamento automático negativo que surge em contexto de avaliação, na comparação social, nas frustrações e nas experiências de falhas.

Esse pensamento não é um sinal de fraqueza e também não indica, necessariamente, uma doença psicológica. Isso chama a atenção para a capacidade de autorreflexão e o desejo por validação social.


Sou incapaz.


Esse pensamento não pode ser encarado como uma verdade absoluta e o seu desdobramento pode ser outros pensamentos, como "não tenho valor".

Ao longo da história de vida, uma pessoa pode construir esse tipo de pensamento a partir de suas interações familiares, da vida escolar e no contexto da comunidade em que vive, principalmente em cenários extremamente competitivos.


Não tenho valor.


Existem situações em que esse pensamento costuma surgir com mais intensidade, como por exemplo quando acontecem as demissões, as fases de transição, os términos de relacionamento, e os desafios que a vida apresenta. É necessário ajustar as expectativas e redefinir as metas sempre que uma autocrítica como essa surgir.


Nunca vou ser alguém.


Se alguém permite que um pensamento como esse se torne estruturante na sua vida, a mentalidade fica inflexível. E aí, sim, transtornos depressivos, de ansiedade, podem surgir, fazendo também surgir comportamentos disfuncionais e uma sensação de inadequação constante, o que gera grande sofrimento.


Ninguém gosta de mim.


É muito importante não confundir valor social com a sua performance, pois os seus resultados não são a sua dignidade. Todas as pessoas compartilham da imperfeição, pois ninguém alcança o status “desejável e imposto” pela pressão social.


Se as suas decisões são guiadas ilimitadamente por um pensamento como esse e a sua identidade também tem sido prejudicada, é necessário trabalhar com essa crença que distorce a realidade.


Você precisa de ajuda?


No processo psicológico, esses pensamentos não são aniquilados, mas acolhidos, para que sejam reconhecidos como pensamentos norteadores para algo e não um fato em si. Ao questionarmos esse tipo de crença, podemos construir uma relação mais funcional conosco.


Sempre que você pensar "eu não sou bom o suficiente", lembre-se de que é um pensamento humano e comum, e que você não precisa viver aprisionado a ele. E, nos casos em que esse pensamento se tornar adoecedor, reconheça esse impacto e busque ajuda para identificar e tratar o problema.


Aceitar nossas limitações é vital para uma vida equilibrada. Não precisamos ser especialistas em tudo ou buscar excelência e validação constantes, o que só gera pressão e desarmonia.


Cuide-se!


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